A idiotice da culpa
Dúvida...
Como poderei realizar
O projeto de latências e pendências
Disso o que sou:
Amontoado de impotências de potências em ato
De mensuras e desmensuras?
Do sentimento visceral
Parte uma onda de agonia discreta
Que percorre toda a extensão dos intestinos.
O sentimento de culpa é pendente,
Decadente, assim, também, é o homem que o sustenta.
Na idiotice da culpa se mostra a total vileza dos 
Humos-humanos.
A mortalidade a ebulir-se do cadáver,
Vaporizada na fraqueza do tosco,
Revela o desgosto de um pobre moço
Que não entende só ter culpa, o que se culpa.
O sentimento é a multa
De quem se sente ofendido
Por ter reagido a uma ofensa
Indiscreta e pública.
A mesmice incomoda
Quando a tolice transborda o cálice
Das idiotices incontidas e medonhas
Enquanto a mente reclama por uma reação
Mais ágil e menos tacanha.

Idiota, pamonha!

Mediante essa burrice tamanha e
Empedernida na vil mediocridade,
Sob a idiotice da culpa,
Repousa toda imaturidade adulta.

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